sexta-feira, 20 de abril de 2012

Abril Despedaçado

Daí que desgraça pouca é bobagem, e meu cartão foi clonado minha gente! Cartão múltiplo (débito/crédito) do Banco em posse de alguém que pensa que tenho muito dinheiro e limite infinito!
De todos os bancos que já tive conta -nos tempos em que era estagiária e tinha que ficar abrindo conta como quem troca de calcinha- a central de atendimento do Santander realmente funciona. Apesar daquela alta taxa mensal que me é cobrada todo santo mês... a atendente me liga pra me perguntar se eu estava em São Paulo no dia 16/04 ,pois foram feitas várias tentativas de compras via Pag Seguro, e como sou de Porto Alegre, o banco achou estranho eu fazer várias compras em outra cidade.
Depois de tanto mimimi, desespero, detalhes dos valores, lágrimas nos olhos, espera com musiquinha... meu cartão foi bloqueado por fraude, e só recebo outro daqui a 10 dias úteis. 
10 DIAS ÚTEIS... o que significa que até dia 03/05 não posso ir em botecos encher a cara, e passar meu cartão de débito, porque né, não tenho.
Se eu quiser comprar um novo celular -que-foi-furtado-post-abaixo, também não posso, porque afinal, estou sem cartão de crédito.   
Dizem que depois da tempestade vem a calmaria, mas no meu caso, depois da tempestade veio a enchente.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Indignada.

1) A pessoa tem 29 anos e nunca tinha ido a uma dermato. Cheguei lá, me pediu pra ficar de calcinha e sutiã. Poxa vida, se tivessem me avisado que eu teria que ficar semi-nua na frente de alguem de jaleco com cara de porcelana, eu pelo menos teria colocado um conjuntinho de moça virginal, e não uma calcinha florida com sutiã roxo. E os pés? Eu teria passado um tubo de spay Tenis Pé com cheiro de menta, porque né, eu uso sapato fechado porque transpiro como se tivesse cento e poucos kilos, mas na verdade tenho um problema de sudorese que desperta a vergonha alheia em quem convive comigo. Pele tudo OK. Protetor solar OK. E receita de um creme noturno de 135 reais, minha gente. Feito isso, foi me dito que posso retirar um sinal do nariz que me acompanha desde a tenra idade, que não dura nem 30 minutos a retirada, e que eu passasse na recepção para marcar a data. Fui conferir, e além de pagar meu plano... eu teria que pagar 300 reais pra cara de porcelana retirar tal sinal. Aham... senta lá Cláudia.

2) Esta semana um homem de 30 e poucos anos, de jaleco e com papéis na mão, entrou porta adentro no meu trabalho se fingindo de surdo-mudo e furtou meu celular. Simples assim. A autarquia que eu trabalho não tem segurança, não tem alarme, não tem triagem de público, não tem gente decente, só gente paunocu- salvo exceções. Tem apenas uma estagiária que recebe a bolsa-auxilio atrasada, e fica na recepção com cara de tristeza.

3) Semana que vem entra a nova presidência nesta autarquia, e há boatos de que rolará demissão por todos os lados. Bem coisa de Brasil, as coisas serem tudo por politicagem e camaradagem mascarada por corrupção, e quem se fode é o trabalhador brasileiro. Já tem um monte de gente nova por aqui checando todos os setores. Eu fico imaginando o diálogo entre eles: 

- Ai, vou ficar naquela mesa ali Fulana.
- Tadinhos né, a gente vindo aqui verificar tudo com eles, sendo que eles nem sabem que vão ser demitidos.
- Eu não tô nem aí, o que interessa é que temos mais três anos pela frente, até vir nova eleição.
- É verdade fulana, mas o que interessa também é esse vale refeição de 16 reais por dia.
- Nossa, nem me fale.... e eu vou fazer inumeras mudanças aqui dentro... tá vendo aquela mesa ali? Vou arredar pra aquele canto.
- Eu também, eu gosto de trabalhar em espaços amplos, por isso vou modificar várias coisas aqui dentro.
- A começar pela demissão de toda essa gentalha que nos olha com cara de pedintes, não é mesmo?
- Hahahaha, é verdade Fulana... um bando de otários que vão ser todos demitidos mais além...

Meu cu pra essa gente nova que tem a ilusão que irá fazer feitos revolucionarios. Enquanto isso, eu tô assim ó:



quinta-feira, 29 de março de 2012

#FreeSnob, e o Espelho? Cadê??

Há uns três anos atrás, eu não tinha idéia do que era esse batom Snob. Daí que comecei a ler blog de maquiagem, de dicas, olhar "tutos", e consequentemente, fiquei fissurada. Queria sair comprando tudo que via pela frente por causa das indicações das blogueiras famosas que todas sabemos quais são.

Não tenho nada contra elas. Aliás, se tu souber ler um blog de maquiagem, dá pra retirar muita coisa boa dali. Tenho vários produtos que eu comprei e uso até hoje, e tudo isso porque vi em blogs. 

Mas como eu disse, tem que saber ler. E isso requer tempo, determinação, esforço e fatura do cartão de crédito digno de encher os olhos de lágrimas no final do mês. Eu ainda tenho minha listinha de blogs de maquiagem preferidos na coluna direita dessa página. Não olho todos os dias, mas quando tenho tempo pra isso e vontade-saco, eu faço. Leio o que me interessa, não concordo com várias coisas, algumas outras eu aprovo, outras eu acho uma merda e algumas acho uó, mas não deixo de ler, porque né, ser humano adora avacalhar o próximo no seu íntimo... no entanto, hoje já não saio gastando meu suado dinheiro só porque a fulana postou que não se poder viver sem a porra de um um primer da Benefit ou o batom cagado super tendência desse inverno ou o produto milagroso para cabelo que só serve pra ela,  e a coleção nova de maquiagem da marca tal que a blogueira ganhou pra fazer propaganda. 

Vi no twitter que começou a tal campanha #freesnob. É algo como "todo mundo tem o direito de ser o que é". WTF??  Ser um bichinho da goiaba e mostrar isso no blog?  O que eu vejo, sinceramente, é uma penca de meninas, e  as vezes até mulheres com mais de 30, pagando de ridicula, se expondo em fotos e fazendo biquinhos de criança de 5 anos com aquele batom fantasmagórico. Só porque é cool aderir a essa nova moda, que amanha ninguém vai lembrar dessa porra de campanha, mas tuas fotos ridiculas vão ficar pra prosteridade

Uma coisa totalmente sem personalidade, sem sentido, sem nexo e de quem não tem mais o que fazer!!! Por favor, tem meninas/mulheres que não combinam absolutamente nada com esse batom! Dependendo da tua cor de pele, tu fica um fantasma ambulante e pior, algumas com cara de pobre da laje! Mas aí algumas vão dizer: "ai mas tem que deixar ser feliz". Pagar mico é felicidade? Cadê o bom senso e amor prório? no lixo. E isso é bonito? É válido comprar um batom que na Sacks custa mais de 70 dinheiros porque a tua expectativa é ficar com cara de Sabrina Sato - a "precursora" do Snob??


Esses dias estava lendo o livro Chic da Gloria Kalil, e resumindo, ela diz que as pessoas não se olham no espelho. E, realmente, tenho que concordar.

   

terça-feira, 27 de março de 2012

"Intempéries" da Vida Privada

O lugar que eu trabalho é todo errado. As pessoas deveriam ser funcionárias públicas, mas são contratadas via CLT. Esses dias ficamos sem internet, e em pleno ócio, porque a licitação está toda "ilegal" e não pagaram. Somos "governados" por um presidente e uma equipe de coordenadores. O mandato do presidente anterior acabou, e no lugar dele entrou uma comissão que mais parece um bando de aliens impondo seus regulamentos, mudando algumas coisas, e o resultado final sempre fail. O pior dessa cena toda, é que sempre tem os puxa sacos achando que vão se dar bem, mas né, a cena é tão ridícula que a pessoa não se dá conta da dimensão do mico.... porque existe uma linha tênue entre achar que todo mundo não está percebendo nada, e ter certeza de que realmente ninguém está percebendo nada....

Semana passada tivemos eleições para o novo presidente, me mandaram pro interior do interior do RS (quem me acompanha no Twitter vai lá que tem foto, e quem não tem, pode ir lá ver porque não está bloqueado- por enquantocomo apoio administrativo verificando urnas eletrônicas, controlando os  fiscais das chapas elegiveis, e etc.

Mas enfim... uma das chapas temerosas ganhou. Rola pela rádio corredor que todos seremos demitidos, que haverá demissão em massa e que o mundo vai acabar. Tudo em função da politicagem. Porque né, oposição adora dizer que vai mudar tudo, que vai haver uma revolução nunca antes vista, mas na real acaba tudo em pizza, porque tá pra nascer a pessoa que ao deter mais poder que as outras continua íntegro, honesto e todo aquele mimimi que todos estão cansados de saber.

Não vou dizer que estou bem tranquila, que não tenho contas a pagar, que não tenho preocupações com o suposto desemprego... mas pés no chão, a vida não acaba. Demissão nao é atestado de óbito. Entendo que tenha pessoas com filhos, pessoas com idade avançada que talvez demore a conseguir outro emprego, pessoas que faz mais de 10 anos que estão lá dentro... mas enfim... não é o meu caso. Por enquanto nao tenho nenhum Kevin que dependa de mim (post abaixo), não tenho anos lá dentro e nem idade avançada. Fico triste ao ver pessoas nessa situação - de algumas não tenho pena nenhuma , mas a vida as vezes se mostra injusta, fazer o que??? 

Só acho que não se deve ficar ajoelhado no chão esperando a cartinha de demissão, e muito menos ficar se lamentando por isso... Esses tempos fiquei sabendo de um gerente do HSBC que depois de quase 30 anos trabalhando, foi demitido... todos os dias ele continuava indo pro local de trabalho como se trabalhasse, ficava sentado esperando atendimento, até que um dia cansou e se matou.

Não vai ser nem a primeira e nem a última vez que coisas ruins vão acontecer, mas é pré-requisito saber levantar, sacodir a poeira e tomar um novo rumo.




quarta-feira, 7 de março de 2012

Vamos Falar sobre a Futura Maternidade

Ainda não temos duas chaves da casa. Somos irreponsáveis e esquecidos. Em um belo dia de chuva, eu saí mais cedo do trabalho. Sem a chave de casa, óbvio. Fui parar em uma livraria perto de casa, e fiquei lá, por quase 40 minutos lendo "Precisamos Falar sobre Kevin" (joga no google). Marido liga, e eu em pensamentos comigo mesma: "pqp, justo agora que to na página 30 e poucos". Comprei, e levei pra casa.

E cada página lida, é um tabefe. Nunca tive filhos, não sei o que significa carregar 9 meses alguém na barriga, engordar, ver crescer, sentir mexer, as dores, a ansiedade... Eu não sei nada disso. Confesso, tenho medo de saber. Talvez eu não esteja preparada ainda para ter filhos. O fato é que muitas vezes já me peguei pensando igual a personagem.

Ao ler certos trechos, surge um misto de sentimentos. Não sei se consigo ter raiva ou repulsa do jeito que ela descreve a gravidez. Referindo-se à criança como um melão, que passará por um canal minusculo, do tamanho de uma mangueira de quintal. Ou então quando ela está na sala de parto, e se sente um objeto agricola, de pernas abertas e totalmente arregaçada. Pior ainda quando colocam o recém nascido em seu peito, e ela murumua "ele é lindo", e depois confessa ao marido que falou aquilo, somente porque via nos programas de televisão, pois não conseguiu sentir nada indescritivel.

A escritora detalha tão esmiuçadamente os detalhes psicologicos de tudo, que dá medo, enjoo, pânico. E mulheres grávidas, não deveriam ler esse livro.

Preciso de uma catarse urgente, sob pena de precisar falar sobre Kevin por muito tempo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

E o findi?

O nosso apartamento fica no térreo. Isso significa que temos um pátio, o que é uma raridade, tendo em vista que ele se encontra bem no meio da muvuca de Porto Alegre, onde predominam prédios gigantescos, transito acelerado, e, ao lado, um baita Zaffari* que é a minha segunda casa... 
Mas enfim, por ser no térreo, a cozinha é muito aconchegante, e tem uma churrasqueira bem rustica que dá para o pátio.
O que acontece... desde que nos mudamos, temos visita quase todo final de semana. Os amigos, em sua maioria, moram em apartamento (sem pátio). Então é nos finais de semana que eu espero um batalhão de gente pra fazer a tal churrascada, salada e bebedeira. E o fim de semana, começa na sexta. Uma coisa básica.
Não é necessário prévio agendamento de nada, basta uma mensagem via celular, whatsapp, email. Tudo é motivo pra "churras".  Basta cada um levar seu fardinho e a vontade de ir.
Geralmente marido abre a porta, e eu estou na cozinha fazendo a salada de maionese (sim, eu amo maionese caseira, e que se foda a salmonella). As esposas dos amigos já começam a fazer a caipirinha. Os homens vão pro seu lugar fantástico, a churrasqueira. A cozinha e o pátio fica destinado a ala masculina. E nós, meninas, vamos para a sala desfrutar do ar condicionado, da capirinha bem gelada, e a lingua afiada pra colocar o papo em dia.
Se isso é rotina, eu não sei... pois quando nosso final de semana não é assim... estamos na praia. Só sei que eu adoro casa cheia e o barulho das ondas do mar.

* baita Zaffari = um grande supermercado, aqui no RS.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O caminho sem volta!

De uns tempos pra cá, tenho definido algumas prioridades almejando a sensação de bem estar comigo mesma.
Tenho descartado coisas que há tempos atrás não conseguia viver sem. Tenho investido no tal do "eu", caso queiram chamar assim. Eu prefiro pensar que estou investindo em mim mesma, na minha vida, quase que um auto-conhecimento. Aquela coisa de evolução.
Quando nos mudamos no inicio do ano, descartei muitas coisas. Roupas, papelada, cd's, sapatos, livros, apostilas, utensilios domesticos, enfim, coisas que eu não usava mais, coisa imprestáveis, coisas que eu nem sabia que tinha e que deram espaço para o nada, porque é assim que tem que ser. O "nada" é bom demais. Substituir alguma coisa por "nada", é um prazer enorme. Agora tenho menos roupa pra lavar, os utensilios estão sempre a mão e sempre sendo utilizados, os livros são os preferidos, os CD's estão limitados aos que eu realmente escuto, os sapatos são apenas aqueles que eu gosto e que não machucam os pés. Não compro mais roupas de modinhas, color não sei das quantas, short modelo tal, bata estilo não sei o que.... pra que? Eu estou optando pelos classicos, aquelas roupas curingas que vão com tudo, roupas em que eu não preciso ferver os neuronios quando acordo as 7h da manhã pra combinar o que vestir com o que. 
Antes eu chegava em casa e nunca achava nada na geladeira pra janta, corria pro super, e, lá deixava no minimo, uns 50 dinheiros em cada ida. Hoje eu acho tudo. Faço milagres. Gastamos pouco e comemos bem. A criatividade tá a mil, claro, com a ajuda da minha listinha favorita de blogs de culinária no canto direito desta pagina. Pra que complicar? 
Eu estava evitando o facebook, mas impossível, ainda mais agora com aquela penca de atualizações diárias dos teus amigos. O facebook virou uma fofoqueira de plantão. Aguça aquele instinto que todo mundo tem de querer saber da vida alheia, comentar, ver fotos. Horrivel. Pavoroso. Os verdadeiros amigos te mandam e-mail, te telefonam, mandam mensagens. Estão presentes realmente. O amigo de verdade, nao é aquele que vai te mandar uma foto de uma viagem fantástica só pra tu saber que ele foi, isso é facebook. Amigo de verdade vai te ligar e te convidar pra ir em algum barzinho falar sobre a viagem, vai te mandar e-mail, vai te procurar. Nao vai ficar te "cutucando" pelo facebook. Eu acabava perdendo horas do meu dia vendo atualizações alheias pelo meu celular, e ainda chegava em casa e respondia mensagens, ou falava com alguem pelo face. Isso não é vida, é perda de tempo.Tempo perdido na frente de uma tela iluminada
Ainda estou me adaptando ao caminho da simplicidade e prioridades, e por enquanto, não tenho do que reclamar.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Top Ten" e o Meu Tempo

Já falei aqui da minha estima-quase tara, pelo melhor professor que tive na faculdade. Hoje, ele tem um blog (aqui), e o contéudo do post, me contagiou. Apesar de eu nunca ter divagado a respeito, o bem mais precioso que eu "tenho-preciso", é realmente, o  tempo.

Eu tinha uns 7, 8 anos quando a minha vizinha, ao me ver retrucar com a minha mãe no pátio de casa dizendo que não ia ter tempo de fazer o tema de casa porque eu queria ver desenho na TV, apareceu com a cabeça no muro, e me disse: "o tempo é inerente ao ser humano, mas o que tu faz com ele, vale pra vida toda, por isso estuda". Mas né... o que uma criança de 7, 8 anos vai entender, de fato, que o tempo é inerente ao ser humano....
Uns 9 anos depois, eu estava sentadinha no banco da Igreja, ouvindo o que o Pastor dizia, apavorada com o vestibular que se aproximava, e lá pelas tantas ele disse: "porque o tempo de Deus, pra cada pessoa... etc etc".
Ao devorar o livro "O Mundo de Sofia", comecei a me interessar por filosofia, Grécia e deuses e tudo o mais... e então me interessei por Chronos e Kairos. O primeiro, a persononificação do tempo cronológico, e o segundo, a experiência do tempo em si- inclusive considerando o "tempo de Deus".

Eu sempre acho que o tempo está contra mim, e eu fico ali, suplicando por mais horas, minutos e segundos. Eu gostaria de fazer tanta coisa, que 24h as vezes, não significa nada. É uma "nostalgia" do que eu não vivi, do que eu não fiz e do que eu não vi. Mas que poderia ter vivido, feito, e ter visto, se o tempo cronológico, não fosse de somente 24h.

Alguns falam "só se for com emoção"... mas de nada vale essa frase, visto que ausente o principal: a intensidade

A minha relação com o tempo é conturbada, mas é investida de uma intensidade fora do normal enquanto vivida, e acho que daí, deriva a minha nostalgia.

TOP TEN: (só vai entender, quem ler este post)

- Ter casado como manda o figurino, a tradição e mimimi- pra quem nunca tinha pensado em casar de noiva, é um grande feito.
-  Ter ido pro Natal Luz, em um clima totalmente familiar. Só as mulheres da familia, e conversando como velhas amigas.
- Um findi fora do normal, doce e maravilhoso, na Ecco Village no Morro da Silveira/SC.
- Ter traçado um objetivo, e enfiar a cara nos estudos. E no final, perceber que "não ter disciplina", "nao consigo ter foco", é mera desculpa da minha parte com origem no cumulo da preguiça.
- Meus compadres na Tailandia, me mandarem a foto de uma telha do "Templo do Buda Deitado", e nela estar escrito o meu nome com muitos pedidos abençoados. A telha vai ficar lá com o meu nome, até o telhado do Templo ser trocado novamente... daqui uns 200, 300 anos...
- Ter feito a mudança, em janeiro de 2012. O ano promete, com casa nova!
- Final de semana em Curitiba, só com duas grandes amigas da minha vida. Chegar as 6h da manhã com os pés doendo, e muita história pra contar.
- Ter conhecido a Bahia, terra de todos os santos, e uma praia paradisíaca em companhia  de pessoas maravilhosas.-
- Ter feito amizades novas, e ter ampliado a minha percepção sobre o ser humano.
- Findis e feriados no Farol de Santa Marta/RS, Guarda do Embaú/SC, completamente maravilhosos do inicio ao fim.

E vcs, qual o seu Top Ten?

 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Gabriela

Minha bisavó, era índia. Não sei de que tribo pertencia. No século XIX, quando o Uruguay era conhecido como a "Suíça Sul-Americana", minha bisavó perambulava pela cidade, e encontrou meu bisavô, um italiano.Teve aquela quantidade infinita de filhos, incluindo meu avô, com aqueles belos olhos verdes. Um dia, simplesmente ela largou tudo o que tinha: filhos e o marido italiano. Partiu sem dizer "adeus". Nunca mais souberam nada a seu respeito. Partiu tal qual uma índia pelo meio do mato. Sem deixar trilhas ou pistas. 

Não sei se ela tinha um rumo definido, um objetivo, ou se ela somente seguiu seus instintos e saiu rumo ao nada, pra "ver no que dá". Pode ser até que ela não tenha se acostumado com a vida de homem branco, ainda mais um italiano. Nao sei de detalhes, ninguém sabe, mas gostaria muito de saber. 

As vezes me sinto uma índia urbana. Uma vontade imensa de ser a protagonista de "Diário de Motocicleta". Uma mistureba. As vezes acho que não preciso de nada pra viver bem, exceto uma boa comida, uma boa cama, e amigos sinceros. Em outras, eu quero mudar tudo o que vejo, quero iluminar minhas idéias e pensamentos, e traçar um objetivo. Há dias em que me sinto subjetiva, e em outros, não me reconheço pela objetividade. Não querer saber somente o que pode dar certo, mas ter experiências boas e ruins, com a finalidade de ser uma pessoa melhor. Eu divago e não chego a lugar algum, mas a minha bisavó Gabriela, poderia ajudar a me encontrar.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

...

- Não sabia que fazer mudança, altera significativamente o equilibrio mental, e psicologico, da pessoa!!!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

E o inverno?

Eu odeio o verão com todas as minhas forças!

Por mim, essa estação não existiria. Sou fã do verão em uma única hipotese: PRAIA. Em um mundo de Alice, eu teria férias de dezembro a março, pra ninguém ter que aturar a minha cara de mau humor, olhos inchados, lentidão, reclamação em 99% do tempo (porque os outros 1%, estou congelando dentro de um ambiente com ar condicionado). 

Porto Alegre é uma cidade pavorosa no verão. É abafado, há dias que a temperatura beira a 40 graus, e quando tem previsão de chuva... em um primeiro momento eu quase me arrebento de felicidade, mas a chuva é apenas uma etapa enganadora do verão. Ela vem com tudo, com direito a trovoadas, relâmpagos, ventos, mas quando cessa, o calor vem em dobro, triplo, parece que não chove há séculos nesta cidade!

E então que sinceramente, mas sinceramente meeeesmo, eu não entendo como tem gente que afirma que ama o verão! Que ama o sol, o céu lindo e azul, pessoas suando, ambiente abafado, ar seco. E as praias daqui? Tem que pegar a estrada, pagar dois pedágios e enfrentar um trânsito diabólico. Simples assim. Outra coisa que não entendo, eu adoro um chimarrão/mate, mas como assim tomar isso fervendo, em pleno verão sentado na Redenção (um parque daqui) com um sol atingindo a tua cabeça???? Sou gaúcha, não nego, amo o Sul... mas tem certas coisas que eu não entendo...

Resumindo: me deprimo no verão, fico uma pessoa extremamente a margem da sociedade, não gosto, e não quero fazer absolutamente nada, sair de casa é um sacrificio. Cheguei até a pensar que talvez esse artigo aqui (clica) esteja certo, mas né, a ponto de chegar a me comparar com um rato só porque ele é mamífero, fico aqui com as minhas dúvidas.

"Esse é o verão de Porto Alegre
O sul é quente e também ferve
Pra quem pensa que é só frio
Sinta o solo perto do rio
Esse é o verão de Porto Alegre!"